Réus acreditavam que a vítima, Jarbas Vilela da Fonseca, de 63 anos, tinha envolvimento no desaparecimento de um dos parentes deles. Julgamento está sendo realizado no Fórum de Araguaína
Márcio Novais/TV Anhanguera
Dois homens, que são tio o sobrinho, acusados pela morte do fazendeiro Jarbas Vilela da Fonseca foram condenados pelo Tribunal do Júri de Araguaína. Denúncia apontou que eles cometeram o crime por engano. As penas são de 14 e 16 anos de reclusão.
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O crime aconteceu em no dia 3 de janeiro de 2022 no setor Dom Orione. Jarbas tinha 63 anos e foi alvejado por tiros quando atendeu a porta de casa, após ser chamado por Adálio Alves de Araújo e o sobrinho Alex Cruz Araújo.
A investigação descobriu que a motivação do crime seria vingança, mas os acusados teriam agido por engano. Adálio confessou que arquitetou o plano e que o sobrinho efetuou o disparo contra a vítima. Conforme a Polícia Militar informou na época, eles viajaram do Pará para executar o assassinato, pois acreditavam que Jarbas tinha participação no desaparecimento do filho de Adálio.
O inquérito apontou que o filho de Adálio era quem estava sendo investigado por tentativa de homicídio e por roubo. Os crimes foram registrados há cerca de quatro anos, na mesma época do desaparecimento.
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Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o Tribunal do Júri acolheu as denúncias de que o crime foi executado por motivo torpe e de forma que dificultou a defesa da vítima. Os fatores aumentaram as penas dos réus.
Por ter levado o sobrinho de moto até a casa do fazendeiro e ser o mentor do crime, o tio foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão. Já o sobrinho deverá cumprir 14 anos de prisão. O julgamento aconteceu na quinta-feira (20).
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Fonte: G1 Tocantins
