Senador Irajá, candidato ao governo do Tocantins, é entrevistado na TV Anhanguera

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Ele foi o último candidato a participar da série de entrevistas ao vivo que foi promovida pela TV Anhanguera nesta semana. Senador Irajá, candidato ao governo do Tocantins, foi entrevistado na TV Anhanguera
O senador Irajá (PSD) foi entrevistado ao vivo durante o Jornal Anhanguera 1ª Edição desta sexta-feira (16). Ele foi o último candidato a participar da série de entrevistas ao vivo que foi promovida pela TV Anhanguera nesta semana.
As entrevistas começaram no dia 12 e contaram com a participação dos cinco candidatos mais bem colocados na última pesquisa ao governo divulgada pela emissora. O tempo de cada entrevista foi de 15 minutos. Veja como foi a ordem de entrevistas:
12/09 – Karol Chaves (PSOL) – Veja como foi a entrevista.
13/09 – Paulo Mourão (PT) – Veja como foi a entrevista.
14/09 – Ronaldo Dimas (PL) – Veja como foi a entrevista.
15/09 – Wanderlei Barbosa (Republicanos) – Veja como foi a entrevista.
16/09 – Irajá (PSD)
Os candidatos a partir da sexta colocação também serão entrevistados pela TV Anhanguera, mas de forma gravada e com o tempo de dois minutos para cada um. O conteúdo será exibido no sábado (17).
Entrevista de Irajá
Irajá, Candidato ao governo do Tocantins, é entrevistado na TV Anhanguera
Reprodução/TV Anhanguera
Natural de Goiânia (GO), Irajá Silvestre Filho tem 39 anos. É formado em Publicidade e Propaganda e já trabalhou como empresário e produtor rural. Filho da senadora Kátia Abreu (Progressistas), Irajá já ocupou o cargo de deputado federal por dois mandatos, entre os anos de 2012 e 2018. Também atuou como Secretário de Desenvolvimento Agrário e Regularização Fundiária no governo do Tocantins. Em 2018, foi eleito o senador mais novo da história do país, com 35 anos.
Apresentador – Quero começar perguntando para o senhor sobre a forma como sua candidatura foi lançada. Antes de anunciar que ia concorrer ao governo o senhor chegou a declarar apoio a um deputado federal que era pré-candidato ao governo. Já nas convenções partidárias o senhor subiu no palanque de outro candidato, fez vários elogios para ele só que no outro dia anunciou a candidatura. Como que o eleitor pode confiar nas suas promessas, nos compromissos assumidos pelo senhor se declarações públicas o senhor não manteve?
Irajá – Rogeh, é importante a sua pergunta para que as pessoas saibam. A minha vida sempre foi movida por desafios, como você mesmo disse eu já tive dois mandatos, sendo o mais novo deputado federal da história do Tocantins e a honraria de ser o senador mais jovem da história do Brasil. O que é um orgulho e uma grande responsabilidade. O diálogo na política é algo necessário e permanente, eu tive em algum momento, na pré-campanha, manifestações de apoio ao deputado Osires Damaso, que acabou decidindo pela candidatura à reeleição. Estive prestigiando a convenção do candidato Paulo Mourão, que é uma pessoa que eu admiro e respeito pela sua trajetória política e tenho uma relação muito amistosa e respeitosa com ele. Inclusive, em algumas entrevistas, eu afirmei que o Tocantins está bem servido em qualquer um dos três candidatos que venham da oposição a ganhar essa eleição o estado estará em boas mãos. Isso da minha parte é franqueza em primeiro lugar e, claro, a vontade de que o estado possa escrever uma nova história seja com a minha candidatura, porque eu estou preparado para governar o Tocantins, ou respeitando a decisão democrática dos eleitores do Tocantins se eles optarem por outro projeto. Espero que seja sempre da oposição porque são dois nomes qualificados também que estão colocando seu nome na disputa.
Apresentador – O senhor é senador. Durante o seu mandato um carro lotado no seu gabinete foi fotografado algumas vezes em situações aparentemente fora do expediente de trabalho, em academias e shows internacionais. Porque o tocantinense deve acreditar que o senhor vai fazer um uso responsável da máquina pública.
Irajá – Eu acho que o eleitor está atento ao comportamento de nós políticos e graças a Deus eu nunca tive, Rogeh, meu nome envolvido em escândalo ou corrupção. Pelo contrário, as pessoas sempre reconhecem a minha trajetória de 12 anos, terceiro mandato por senador, como um senador responsável e atuante. Eu tenho obras entregues em todos os 139 municípios. Então, o julgamento que o eleitor faz não é em relação à vida pessoal do candidato, mas em relação ao trabalho que ele presta ao estado e aos municípios e a esse conjunto da ópera que ele está atento.
Apresentador – Logo quando assumiu como deputado o senhor se colocou como representante da bancada ruralista, defensor do agronegócio. Inclusive, muitas das suas propostas atendem demandas desta categoria. Na sua atividade como produtor rural o senhor já foi alvo de multas ambientais por causa de suspeitas de desmatamento na fazenda do senhor. No seu plano de governo não tem nenhuma proposta para o meio ambiente, inclusive, nas 16 páginas do documento esse tema sequer é citado. Porque o meio ambiente não é uma prioridade?
Irajá – Primeiro, Rogeh, nós que estamos na vida pública precisamos e devemos ser investigados. Aliás, quem não deve não teme. Eu acredito na justiça brasileira e graças a Deus nunca tive nem um tipo de condenação. Eu sempre exerci minhas atividades empresariais dentro do rigor da lei, prova disto qualquer cidadão pode entrar no site tanto do Ministério do Trabalho, como do Meio Ambiente e pode consultar se a minha certidão é negativa ou não. Então, eu coloco isso com muita liberdade. Em relação ao plano de governo eu tenho sim uma boa proposta e a proposta se chama casa do produtor rural. Nós vamos reunir dentro, em cada cidade do Tocantins vai ter uma casa do produtor rural, aonde nós vamos centralizar dentro do mesmo ambiente, dentro do mesmo endereço as cinco instituições ligadas ao agro brasileiro, inclusive, o Naturatins, que é o órgão responsável pela fiscalização das propriedades rurais. Isso para que aqueles produtores que tiverem que tirar sua licença ou que tiver algum tipo de pendência ambiental possam se regularizar. Não precisa sair lá de Xambioá, na região norte, e vir aqui em Palmas para resolver esse tipo de problema. O governo precisa estar presente na vida.
Apresentador – Mas o que vai ser feito para preservar o meio ambiente?
Irajá – O respeito ao meio ambiente e a nossa lei ambiental, que inclusive é a lei mais rigorosa do planeta terra. Nós temos um código floresta, inclusive, eu tive a honra de votá-lo e aprová-lo, que é o mais rigoroso do mundo e, claro, todos os produtores sem exceção, sejam pequenos, médios ou grandes precisam respeitar o meio ambiente. Essa é uma pauta superada. Não há desenvolvimento se não for sustentável, com respeito às leis, ao meio ambiente, à lei trabalhista e às leis sociais.
Apresentador – Vamos falar um pouquinho mais do seu plano de governo. Uma das suas propostas é enxugar a máquina pública. O senhor pretende cortar quase pela metade o número de secretarias estaduais, que ficaria em 20. Quais são as áreas que o senhor não considera prioritárias e quais vão ser essas secretarias que vão ser cortadas?
Irajá – Excelente pergunta, Rogeh. Hoje é inadmissível o estado do Tocantins, sendo o quarto estado, infelizmente, com muita tristeza, o quarto estado mais pobre do Brasil ter a manutenção de 38 secretarias e autarquias em funcionamento. Isso é uma afronta à opinião pública e às pessoas que estão desempregadas e passando fome. Nós temos 400 mil tocantinenses em estado de pobreza. Isso é muito grave e crítico. Então, o que nós vamos fazer é um governo que respeita as pessoas. Nós vamos reduzir o número de secretarias de 38 para 20 que são necessárias e suficientes para poder oferecer um serviço de qualidade e, claro, colocando pessoas competentes. Nós definimos no nosso plano de governo que será metade de homens competentes na chefia destas secretarias e também, pela força que as mulheres têm no Brasil e no mundo, 50% de mulheres competentes para podermos dividir a responsabilidade de administrar o estado. É isso que nós faremos.
Apresentador – Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. Quais vão ser as secretarias que o senhor pretende cortar? Não tem um exemplo de como vai ficar?
Irajá – Não tem a secretaria a, b ou c. O que nós vamos fazer é incluir dentro de algumas secretarias algumas áreas que é desnecessário você ter um segundo prédio alugado, custando aluguel, custando energia, custando IPTU à custa dos impostos do cidadão. 87% de toda arrecadação do Tocantins está sendo gasta para manter essa máquina inchada e isso não é possível. É o mesmo que você chegar a um posto de gasolina e você ter 50 funcionários no administrativo e dez só vendendo lá na bomba. É o contrário, você tem que ter 50 pessoas servindo ao cidadão e não o inverso tendo 50 pessoas atrás do posto, infelizmente, recebendo dinheiro público, do erário público e não oferecendo serviço de qualidade.
Apresentador – O senhor tem evitado declarar apoio publicamente a qualquer um dos candidatos à presidência da República. O apoio diz muito sobre o que o senhor acredita e exatamente isso que o eleitor vai avaliar na hora de votar. Quem o senhor está apoiando nestas eleições para presidente?
Irajá – Rogeh, essa é uma pergunta muito comum. As pessoas sempre questionam: você é de direita, você é de esquerda, qual a sua posição? Eu queria dizer às pessoas que estão me assistindo que eu sou centroavante. Eu penso no estado, que é o meu estado que eu tenho orgulho de ser tocantinense, independentemente de quem seja o presidente eleito democraticamente. Eu vou estabelecer uma relação de harmonia, de respeito e propositiva com qualquer presidente que os tocantinenses e os brasileiros escolherem. Isso é um fato. Aliás, na minha vida pública, tenho 12 anos de mandato, eu tive uma relação respeitosa com o governo do PT, apoiei os projetos que foram bons para o país e para o Tocantins. Os que eram ruins, evidentemente, eu fiquei contra. No governo do Bolsonaro foi da mesma forma. Se puxarem lá o meu comportamento nas votações eu apoiei em mais de 80% a pauta do governo Bolsonaro porque eram pautas boas para o Brasil e para o Tocantins e da mesma forma eu fiquei contra aquilo que eu considero negativo. Então, eu não tenho nenhuma dificuldade de me relacionar com qualquer que seja o presidente eleito democraticamente.
Apresentador – O senhor já apresentou muitas pautas voltadas para uma área mais conservadoras e se coloca como defensor da vida e da família, só que também tem alguns projetos que caminham para o campo mais progressista. Um exemplo disto é o projeto de lei que autorizaria jogos de azar, autorizando também a compra de terras por estrangeiros. O eleitor não pode sentir certa contradição entre o discurso e essa prática?
Irajá – Eu tenho muitos defeitos, Rogeh, mas essa é uma grande qualidade, que é a coerência. Desde que eu entrei na vida pública os meus princípios são muito claros: eu sou contra aumento de imposto, isso é inadmissível no Brasil com a carga tributária que nós temos, eu sou contra tirar qualquer direito trabalhista, seja de trabalhadores ou de aposentados, ou qualquer iniciativa que seja em confronto com a pauta da vida. Isso para mim as pessoas sempre entenderam isso de forma clara. Por outro lado, nós precisamos gerar ambiente de negócio no Brasil. Eu sempre defendi o emprego, o emprego liberta as pessoas. As pessoas não aceitam mais ficar dependendo de indicação de emprego na prefeitura ou no governo do estado. É o chamado QI, quem indica. As pessoas não aceitam isso mais e com toda razão. A forma de a gente resolver isso é gerando oportunidades e a iniciativa privada é o instrumento para isso. Para gerar ambiente de negócio e emprego para as pessoas e que as pessoas possam ter sua independência financeira.
Uma das áreas mais promissoras que existem é a produção de alimentos, a possibilidade de você atrair investimento internacional, respeitada a nossa soberania, respeitada as nossas leis ambientais e trabalhistas e também os resorts integrados porque o turismo é uma grande vocação do Tocantins e nós não estamos sabendo aproveitá-lo bem. Nós temos aqui belezas naturais como o Jalapão, a Ilha do Bananal e o Cantão. Só que nós precisamos atrair estes grandes complexos turísticos, que chamam resorts integrados, para que a gente possa atrair também o turista internacional. Vamos receber bem os turistas brasileiros, mas precisamos também receber estes turistas internacionais. Esse projeto de minha autoria, que autoriza os resorts integrados tem esse objetivo específico.
Apresentador – Vamos falar de assistência dos servidores. O senhor está propondo revogar o plano de saúde que atende hoje aos servidores estaduais e deixar com um plano de saúde privado a realização de consultas e exames. Isso já foi feito, candidato, e não deu certo. O plano de saúde que prestava esse tipo de serviço, inclusive, faliu. Como o servidor que é eleitor vai confiar que ele não vai ficar desassistido caso o senhor seja eleito?
Irajá – Muito simples. Na verdade, o plano de saúde que está hoje em vigor não tem a cobertura necessária para atender bem os nossos servidores públicos. O cidadão que é um servidor público merece todo respeito do governo como qualquer outro cidadão. É inadmissível ele sair da sua casa e precisar de um exame ou de uma consulta simples e não ser atendido porque o plano não tem credibilidade. Ele não paga, não honra os compromissos financeiros com o plano de saúde e, portanto o hospital se recusa a atender o servidor que em tese estaria coberto por este plano. O que precisa ser feito é equacionar, fazer uma nova concorrência pública aonde o edital possa ser rigoroso para que participem planos de saúde que tenham idoneidade e que atendam a contento os nossos servidores, que tenham cobertura não só estadual, mas nacional porque nem sempre o servidor está aqui dentro do estado. E quando ele estiver em outro estado? E se ele precisar fazer uma cirurgia? Se acontecer um acidente como ele vai ser atendido fora? Então, isso se trata de respeito com os nossos servidores, que são pessoas valorosas.
Apresentador – Uma das prioridades que o senhor sempre tem defendido é a redução do ICMS. O senhor defende bastante essa situação. Só que tem algumas propostas que vão custar dinheiro: 40 mil casas populares, linhas de crédito para pessoas que têm o nome negativado, tem a proposta de levar especialistas para clinicas no interior do estado. Como o senhor reduz essa carga tributária e faz tudo isso? Parece que é uma conta que sempre eleva a arrecadação, como o senhor vai resolver isso?
Irajá – Rogeh, quando se quer se faz. É uma decisão que está tomada no plano de governo. A primeira providência em janeiro no estado, à frente do governo do Tocantins é baixar essa alíquota que está matando a população do Tocantins, que é o ICMS. Está massacrando os nossos comerciantes.
Apresentador – Em quais áreas o senhor vai baixar o ICMS?
Irajá – Na verdade eles são essa galinha dos ovos de ouro, nós não podemos matar essa galinha dos ovos de ouro que são os nossos empresários e comerciantes. Nós vamos reduzir de 18%, a maior alíquota do Brasil, nós vamos equiparar a alíquota de São Paulo, que é 7%. Isso vai vale para micro, pequenos e médios empresários. Só que não é de graça. Há uma contrapartida: essa comerciante que for beneficiado tem que abrir uma vaga nova de trabalho dentro do seu estabelecimento. Nós estamos fazendo de 25 mil empresas ativas no Tocantins que estarão aptas a entrarem neste programa, que chama Menos Imposto, Mais Emprego. Se cada empresa gerar dois empregos novos nós estamos falando de 50 mil pais de família que estão desempregados e esperando uma oportunidade de trabalho. Isso é dinheiro que vai circular na economia e aí o estado consegue prosperar com essa medida. Essa decisão está tomada.
Apresentador – Candidato, essa medida não vai descer a nossa arrecadação? O senhor vai conseguir fazer tudo isso que está propondo?
Irajá – Nós fizemos um grande estudo, com muita profundidade, que mostrou que 40% do que se arrecada dos R$ 400 milhões de ICMS é de energia, comunicação e combustível. Então isso não é alcançado nessa redução. Nós temos do MEI e do Simples Nacional, que são alíquotas já reduzidas, quase 30%. Então nós estamos falando do universo de apenas 25%. Lembrando que os estados que fizeram isso tiveram um aumento de arrecadação porque deixa de cobrar uma tarifa abusiva de 18 e passa a cobrar uma tarifa justa de 7. Com isso todo mundo começa a pagar. Nós vamos fazer isso e vamos construir as 40 mil casas populares, dez mil por ano.
Apresentador – Agora o senhor tem um minuto para a suas considerações finais.
Irajá – Eu quero agradecer aos tocantinenses. Eu já estive em mais de 123 cidades do estado ao longo destes 36 dias e agradeço ao carinho, a receptividade de cada um de vocês. Você que está nos assistindo, que está estarrecido com 16 anos de um governo que não termina no estado do Tocantins. Eu quero convidar você a dar um basta nisso. Nós vamos fazer um governo de 20 anos que nós vamos completar em quatro, esse é o nosso desafio. Um governo administrado de quatro anos, bem administrado, só que nós vamos recuperar os 16 anos perdidos. Por isso que eu falo que são 20 em quatro e quero convidar você que quer fazer essa nova história de poder escrevê-la ao meu lado. Por isso peço o seu voto de confiança para que a gente possa construir um novo Tocantins. Você que está nos assistindo sabe, meu nome é Irajá e meu sobrenome é o trabalho. A marca da minha vida é a coragem e nós vamos fazer o governo do emprego.
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Fonte: G1 Tocantins