Parentes e amigos se despedem de líder do MST morto a tiros enquanto dormia em Araguatins

0
78

Raimundo Nonato Silva Oliveira, conhecido como Cacheado, foi enterrado no cemitério municipal de Araguatins nesta quinta-feira (14). Ele foi assassinado por homens encapuzados e movimentos pedem justiça. Raimundo Nonato, conhecido como Cacheado, foi enterrado no cemitério municipal de Araguatins
Divulgação
O corpo do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) Raimundo Nonato Silva Oliveira, de 46 anos, foi enterrado no final da tarde desta quinta (14) em Araguatins, na região do Bico do Papagaio. O velório aconteceu em sua casa, na Vila Cidinha durante todo o dia.
Cacheado, como era conhecido na região, foi assassinado na madrugada de terça-feira (13). Três homens encapuzados invadiram a casa enquanto a vítima dormia com a namorada e abriram fogo. O líder não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O crime está sendo investigado pela 11ª Delegacia de Polícia de Araguatins.
Líder do MST morreu enquanto dormia com a namorada
Arquivo Pessoal
LEIA TAMBÉM:
Corpo do líder do MST assassinado enquanto dormia é velado no norte do Tocantins
Pai assassinado e outros atentados: o que se sabe sobre a morte do líder do MST no Tocantins
Líder do MST é morto a tiros por grupo encapuzado enquanto dormia com a namorada no Tocantins
Quem era o líder do MST morto por grupo encapuzado enquanto dormia no Tocantins
Parentes e amigos se despediram de Raimundo Nonato, enterrado por volta das 17h no cemitério municipal. Natural de Barra do Corda (MA), ele era muito conhecido na região do extremo-norte do estado. Sua militância em defesa da habitação popular começou bem cedo, quando perdeu o pai também assassinado por pistoleiros.
Último adeus ao líder do MST Raimundo Nonato
Divulgação
Segundo o agente da Pastoral da Terra Edmundo Rodrigues Costa, Raimundo sofreu outro atentado há 12 anos. Na época, ele foi baleado quando liderava o acampamento Alto da Paz, na fazenda Santa Hilário. O agente relatou que a vítima sofreu várias ameaças e até precisou ir para outros estados para se esconder.
A Defensoria Pública informou que as ameaças à vida de Raimundo ocorreram entre os anos de 2000 e 2015.
Corpo do líder do MST, assassinado no Tocantins, é velado na casa onde ocorreu o homicídio
Divulgação
Nas redes sociais, perfis do MST nacional e regional lamentaram a morte do militante e cobram das autoridades que o crime seja solucionado.
“O MST exige justiça para Cacheado, que seus assassinos e mandantes sejam identificados, detidos e julgados, para evitar mais assassinatos no campo! Lutar não é crime! Basta de violência no campo!”, diz trecho da postagem lamentando a perda do integrante do movimento.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins