Dono de uma fazenda é suspeito e tem 15 dias para se manifestar e apresentar documentos. Chamas queimaram áreas do Parque Estadual do Cantão e de uma Reserva Particular. Ministério Público investiga origem de incêndio no Parque Estadual do Cantão
Divulgação/Satélite/INPE
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um procedimento para apurar a origem de um incêndio florestal que destruiu mais de 3 mil hectares de áreas de preservação ambiental. Conforme o órgão, trata-se de um incêndio criminoso que pode ter iniciado por um fazendeiro. As chamas duraram cinco dias e queimaram áreas do Parque Estadual do Cantão e da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNGuaíra).
A investigação deu início na quinta-feira (8) com base em uma análise técnica realizada pelo Centro de Apoio Operacional de Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente (Caoma). “O diagnóstico identificou a suposta propriedade, vizinha ao Parque Estadual do Cantão, que pode ter feito uso do fogo, em período suspenso, pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), para queima controlada”, explicou o MPTO.
Brigadistas combatendo incêndio dentro do Parque Estadual do Cantão
Bombeiros/Divulgação
As chamas, que começaram no dia 29 de agosto, se alastraram por áreas ambientalmente protegidas. Segundo o Ministério Público, o incêndio queimou 3.320 hectares preservados.
O promotor de Justiça Francisco Brandes Júnior, titular da Promotoria Regional Ambiental do Araguaia, instaurou o procedimento solicitando aos informações sobre os fatos aos órgãos de defesa do meio ambiente, de combate a incêndios florestais e também à Delegacia de Polícia.
Segundo o MPTO, o proprietário da fazenda tem um prazo de 15 dias para apresentar manifestação e juntar os documentos solicitados.
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Fonte: G1 Tocantins
