Ex-jogador do Botafogo e Atlético-MG e outros dois homens são acusados de estupro e pornografia com adolescente. Eles terão que cumprir determinações conforme o acordado e apresentar comprovação. Jobson é ex-jogador do Botafogo
Reprodução/GloboNews
A Justiça homologou um acordo de persecução penal no processo em que o jogador Jobson Leandro Pereira, de 34 anos, e outros dois homens são acusados de estupro de vulnerável e divulgação de pornografia envolvendo adolescentes. O pedido foi acordado entre Ministério Público Estadual (MPE) e as partes em audiência no dia 21 de novembro deste ano, quando o processo estava na etapa de alegações finais.
Isso quer dizer que o processo foi finalizado no Judiciário e retornará ao MPE. Os acusados terão que cumprir determinações conforme o acordado e apresentar comprovação. As condições do acordo não foram divulgadas. O despacho do aditamento à denúncia é da 1ª Vara Criminal de Colinas do Tocantins, homologado na quinta-feira (8).
O g1 pediu informações sobre os termos do acordo ao MPE, mas o órgão informou que pelo processo ainda estar em segredo de Justiça, não poderia dar mais detalhes.
O advogado de Jobson, Josenildo Ferreira da Silva foi procurado pela reportagem, mas não quis dar detalhes do acordo. Disse apenas que pretende fazer uma coletiva de imprensa em momento oportuno.
Este tipo de acordo pode ser feito entre acusados e o MPE quando as penas dos crimes a qual respondem são inferiores a quatro anos e se enquadram em outros requisitos. O processo contra os réus é substituído por outras formas de reparação.
Segundo a homologação, os acusados terão que comprovar o cumprimento integral do acordo e caso isso não aconteça, a ação penal terá continuidade na Justiça.
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Relembre o caso
O crime de estupro de vulneráveis começou a ser investigado em 2016, quando uma das adolescentes, que diz ter sido abusada pelo jogador, procurou a polícia depois que uma foto dela foi parar em um grupo de troca de mensagens na internet. Jobson, que já atuou no Botafogo e Atlético-MG, nega todas as acusações.
Segundo a vítima, o crime aconteceu Conceição do Araguaia e ele teria levado ela e outras três jovens para chácara de sua propriedade Couto de Magalhães, oeste do Tocantins.
O caso inicialmente começou a tramitar na justiça do Pará até um juiz declinar da competência e mandar o processo para o judiciário do Tocantins. A acusação contra o jogador é sobre os crimes estupro de vulnerável, disponibilização de fotografia pornográfica de adolescente na internet e oferecimento de bebida alcoólica a adolescente.
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Fonte: G1 Tocantins
