Guerrilha nega que tenha sequestrado filha desaparecida de candidato presidencial colombiano

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Uma filha de Rodolfo Hernandez foi sequestrada e desapareceu em 2004. Quem é Rodolfo Hernández? Candidato da direita concorre à Presidência da Colômbia
A guerrilha colombiana Exército de Liberação Nacional (ELN) negou, nesta quinta-feira (9), ter participado do sequestro e desaparecimento da filha adotiva do candidato presidencial Rodolfo Hernández.
Hernández acusou o grupo de tê-la feito de refém em 2004 e exigido um resgate milionário.
“Depois de fazer as respectivas indagações, informamos ao país que nunca tivemos como refém Juliana Hernández Olivero, filha adotiva de Rodolfo Hernández”, afirmou o ELN em um comunicado enviado à imprensa.
Rodolfo Hernandez, candidato da extrema direita, disputará 2º turno na Colômbia
Mauricio Pinzon/AP Photo
Hernández, de 77 anos, é um candidato da direita não-tradicional. Antes de ser político, ele era um engenheiro e construtor. Antes de se candidatar a presidente, ele foi prefeito de Bucaramanga. Ele disputa o segundo turno contra o candidato de esquerda, Gustavo Petro em 19 de junho.
Ele acusou o ELN de sequestrar sua filha Juliana quando ela viajava com uma amiga para a região de Catatumbo, conhecida pela produção de coca.
“Talvez, nunca soubemos a verdade, o Exército de Liberação Nacional tenha a levado e começou a me chantagear”, disse ele em entrevista à emissora Blu Radio, em fevereiro deste ano.
Hernández afirma que, em 1994, já havia pago um resgate pela libertação de seu pai, capturado pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, que abandonou a luta armada), e que, no sequestro de sua filha, decidiu não ceder às pretensões econômicas dos captores.
De acordo com sua versão, ele nunca teve mais notícias dela. Em algumas entrevistas, chorou ao relembrar o episódio.
“[Nós] nunca nos comunicamos com Rodolfo Hernández para pedir dinheiro por sua libertação porque ela não estava com a gente, nem tínhamos informações a respeito”, disse o ELN em sua mensagem.
O grupo armado assegurou que “não descarta” que Juliana tenha sido sequestrada por outro grupo que finge se passar pelo ELN.
Montagem com fotos dos candidatos a presidente da Colômbia: à esquerda, o esquerdista Gustavo Petro; à direita, o populista de direita Rodolfo Hernández
Juan Barreto/AFP e Yuri Cortez/AFP
Hernández inicialmente sugeriu que o sequestro foi perpetrado pelas Farc, a guerrilha que assinou um acordo de paz com o Estado colombiano em 2016. Durante a campanha, no entanto, ele passou a responsabilizar o ELN.
As negociações de paz com o ELN foram encerradas em 2019 pelo atual presidente, Iván Duque, após um atentado com carro-bomba contra uma academia de polícia em Bogotá, que deixou 22 cadetes mortos, além do agressor.
Com uma proposta focada no combate à corrupção e na defesa do livre mercado, as pesquisas colocam Hernández em empate técnico com Petro, que venceu o primeiro turno com 40% dos votos.
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Fonte: G1 Mundo