Governador diz que não há interferência na investigação sobre chacina com 7 mortos e quer que ‘fatos sejam esclarecidos’

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Em evento que ocorreu no Palácio Araguaia, Wanderlei Barbosa disse que confia na atuação das polícias Civil e Militar. Operação Azazel foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (13). Chacina em Miracema: operação cumpre mandados em casas de PMs e batalhões
Após o cumprimento de 25 mandados na casa de policiais militares e em batalhões na manhã desta segunda-feira (13), em investigação sobre a chacina que ocorreu em Miracema do Tocantins, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, comentou que o Governo não interferiu na operação e que confia na atuação das polícias Civil e Militar.
“Nós prezamos muita transparência. Não impedimos investigação. Nós queremos que qualquer situação dessa seja elucidada. A população tem que saber o que aconteceu, por que que pessoas foram mortas. Então, nessa situação, nós acreditamos e confiamos na nossa Polícia Civil, na nossa Polícia Militar, mas qualquer assunto que aconteça precisa ser esclarecido. Estamos diante de uma operação que aconteceu, e que não sabemos ainda quem são os culpados. Temos que esperar o resultado dessas investigações para que a gente possa tomar posições”, ressaltou o governador, durante evento que ocorreu durante a tarde no Palácio Araguaia, em Palmas.
Governador Wanderlei Barbosa
TV Anhanguera/ Reprodução
Os mandados da chamada Operação Azazel foram cumpridos nas cidades de Palmas, Lajeado e Miracema. Além de alvos que atuam sedes de batalhões da PM em Miracema e em Palmas, e os agentes da Civil estiveram no Quartel do Comando Geral da PM. Endereços de policiais militares suspeitos de envolvimento nos crimes também foram alvos.
Polícia Civil investiga chacina de Miracema do Tocantins
Reprodução
As sete mortes aconteceram em fevereiro deste ano, sendo a primeira delas o sargento da PM Anamon Rodrigues de Sousa. O suspeito de ter assassinado o militar, Valbiano Marinho da Silva, de 39 anos, foi morto a tiros.
Logo após esses crimes, Manoel Soares da Silva, de 67 anos, e o filho dele, Edson Marinho da Silva de 37 anos, pai e irmão de Valbiano, foram executados por cerca de 15 homens que invadiram a delegacia de Miracema.
Outras quatro pessoas foram baleadas, sendo que três delas morreram e um jovem de 18 anos ficou ferido. As vítimas não tinham passagem pela polícia.
Chacina deixou sete mortos em Miracema do Tocantins
Motagem/g1
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A operação contou com atuação de mais de 100 integrantes da Polícia Civil e Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As investigações ocorrem em segredo de Justiça.
A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o cumprimento dos mandados durante todo o dia.
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Fonte: G1 Tocantins