Estudante de medicina que morreu após ser internada com tromboembolismo pulmonar é enterrada no interior do Tocantins

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Parentes fizeram homenagens durante enterro, no município de Guaraí. Samya Coelho Brito Bucar, de 22 anos, chegou a ficar internada por cerca de um mês, mas não resistiu. Familiares e amigos dão último adeus a estudante de medicina que morreu vítima de tromboembolia pulmonar
Divulgação
O corpo da estudante tocantinense Samya Coelho Brito Bucar, de 22 anos, foi enterrado na manhã desta sexta-feira (16), em um cemitério de Guaraí, interior do Tocantins. Durante a despedida, parentes e amigos prestaram homenagens e se emocionaram ao dar o último adeus. Samya morreu na quarta-feira (14) por conta de um tromboembolismo pulmonar.
“Samya viveu intensamente! Era uma menina bondosa, carinhosa, amiga e cheia de alegria. Uma menina cheia de sonhos e muito dedicada nos estudos! Uma mega mãe. Samya era maravilhosa e sempre será”, lamentou a prima Nahyma Bucar. Em entrevista ao g1, a jovem disse que cresceu junto com Samya e que as duas se consideravam irmãs.
O corpo foi velado na casa dos avós da estudante, na cidade de Guaraí. Samya começou a cursar medicina no Tocantins, mas transferiu para uma universidade particular em Goiás. Ela deixa o filho de 2 anos e três meses e o namorado, pai da criança.
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A morte
Samya Bucar era natural de Guaraí, no Tocantins. Ela morreu nesta quarta-feira (14), em Goiânia, Goiás
Reprodução/Arquivo da família
De acordo com informações do pai, em entrevista ao g1 Goiás, Samya passou mal no dia 17 de maio em Anápolis, onde fazia o internato de medicina. Ela foi internada na cidade e, dois dias depois, levada para um hospital particular de Aparecida de Goiânia, onde deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI) em estado grave. Com o quadro agravado pelas paradas cardíacas e a falta de oxigênio no cérebro, a jovem ficou um mês internada na UTI.
“Faltou oxigênio no cérebro dela, e aí comprometeu muito o cérebro. Mas na verdade, esse trombo ninguém sabe a origem dele. Foi investigado, e ela não tinha nenhum fator de risco. Foi de repente. Ela não tinha problema circulatório, não tinha problema cardíaco, de cirurgia prévia”, revelou.
O tromboembolismo pulmonar é uma doença grave, de um coágulo que obstrui a artéria pulmonar. Os coágulos podem surgir nas pernas e deslocam pelas veias até o pulmão, o trajeto normal do sangue. De acordo com o médico Wandervam Azevedo, em 25% dos casos ocorre morte súbita.
O cardiologista Maurício Prudente afirma que não há provas que a doença seja relacionada à vacina contra Covid-19. Os sintomas do tromoembolismo pulmonar são falta de ar, dores no peito, queda de pressão arterial e desmaio. O tratamento da doença é feito à base de anticoagulantes, que são remédios que dissolvem os coágulos.
Samya Bucar tinha 22 anos e estava a um ano de se formar em medicina
Reprodução/Arquivo da família
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Fonte: G1 Tocantins