Veja o vídeo com um trecho do depoimento durante o júri popular. Ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão, mas poderá responder em liberdade. Condenado por atropelar e matar casal, PM pediu perdão durante julgamento
Durante o julgamento em que foi condenado a mais de 16 anos de prisão, o policial militar Sayno Oliveira Silva, pediu perdão pelo acidente que matou o casal Brenda Miranda Lima, de 23 anos, e Lucas Alberto Rocha, de 25 anos, em 2017. Veja o vídeo com um trecho do depoimento.
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“Não sei por que houve essa situação. Eu sei que todos nós cometemos erros. Se eu fui negligente naquele dia, se eu errei, eu peço perdão”, disse durante o depoimento.
O Ministério Público informou que o PM foi condenado por homicídio com dolo eventual – quando não tem a intenção de matar, mas assume o risco, lesão corporal grave, embriaguez ao volante e disparo de arma de fogo. Ele foi absolvido pelos crimes de ameaça e lesão corporal leve.
Ele poderá recorrer da sentença em liberdade. O g1 ligou para a defesa do militar, mas não conseguiu contato.
Sayno afirmou que não havia bebido, mas não negou estar acima da velocidade. A denúncia feita pelo Ministério Público aponta que ele dirigia a 111 km/h. O teste do bafômetro não foi realizado no dia da batida.
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Reprodução
Condenação
O julgamento em júri popular foi realizado nesta quinta-feira (6) no fórum de Araguaína, no norte do Tocantins. O Ministério Público deve recorrer da sentença.
Durante o julgamento, o militar declarou que se considera “um agende passivo na situação” e disse que nunca teve intenção de causar o acidente.
Ele confirmou que estava dirigindo, mas negou ter bebido e disse ter sido confundido com um amigo, que estava levando no carro e estaria embriagado.
“Eu não sei porque, o que me levou, como aconteceu aquilo. Não me lembro, não sei, mas se houve negligência minha eu também quero que se faça justiça, mas não uma justiça vingativa”, disse.
O juízo da 1ª Vara Criminal de Araguaína permitiu que ele fique em liberdade até o trânsito em julgado da sentença, ou seja, até acabar a possibilidade de recursos.
Foi determinado também a perda da carteira de habilitação durante o prazo do cumprimento da sentença, mas ele só terá que entregar o documento após o trânsito em julgado.
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