Criminosos perseguidos na zona rural do Tocantins fizeram simulações de fuga antes de ataque em cidade de Mato Grosso

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Busca pelos suspeitos completou duas semanas nesta segunda-feira (24), com sete suspeitos mortos em confrontos e dois presos. Segundo a polícia, há indícios de que criminosos seguem na região. Força-tarefa durante buscas por assaltantes no Tocantins
PM/Divulgação
O grupo criminoso que tentou assaltar uma transportadora de valores em Confresa (MT) e fugiu para o Tocantins teria feito simulações para encontrar as melhores rotas de fuga, antes de executar o crime. A busca pelos suspeitos chegou ao 15º dia nesta segunda-feira (24). Sete suspeitos morreram em confrontos e dois foram presos.
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Um dos suspeitos presos foi encontrado em um ônibus, disfarçado com roupas e calçados novos para esconder ferimentos e picadas de mosquitos pelo corpo após passar dias na mata. O veículo foi parado em um bloqueio da PM feito na TO-080.
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“Eles planejavam esse assalto há dois anos. Eles fizeram, inclusive, simulação, de fuga. Todos estão com dinheiro em espécie no bolso, prevendo uma situação dessas. Talvez não imaginava que precisaria comprar uma muda de roupa lá em tal cidade, em tal dia, mas estava com dinheiro porque sabia que precisava pegar um ônibus, fugir de alguma forma”, disse o major Marcos Morais, porta voz da PM, em entrevista ao g1.
Segundo o militar, a polícia acredita que pelo menos 11 suspeitos ainda estejam espalhados pela mata. Cinco deles teriam fugido para o território paraense em embarcações e os demais ainda estão na zona rural do Tocantins.
“Eles estão encurralados, estão sem recursos. Chega um momento em que a fome o desespero bate, eles vão chegar na casa de alguém. Fica uma situação complicada”.
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A força-tarefa conta com cerca de 350 policiais e continua mobilizada na região oeste e sudoeste do estado, percorrendo a zona rural de pelo menos quatro municípios, além de manter bloqueios em estradas e rodovias.
“A operação vai continuar enquanto a gente tiver indícios de que eles estão em movimentação naquela região. Com certa frequência os policiais recebem informação de pessoas que saíram de casa e encontraram as luzes apagadas, roupas sumindo do varal. Essas informações indicam movimentação, são indícios de que eles estão em movimentação pela região”, disse o major.
Major Márcio Morais é porta voz da PM do Tocantins
TV Anhanguera/Reprodução
Entenda
A caçada aos criminosos que aterrorizaram a cidade de Confresa (MT) e fugiram para o Tocantins pelos rios Araguaia e Javaés começou no dia 10 de abril. Os suspeitos estão espalhados em uma grande faixa de zona rural dos municípios de Pium, Marianópolis, Araguacema, Caseara e também na Ilha do Bananal.
Durante a fuga os criminosos também aterrorizaram fazendas no Tocantins e fizeram reféns. O medo passou a fazer parte do cotidiano dos moradores da zona rural, onde os serviços públicos e a locomoção têm sido prejudicados. Nesta sexta-feira (21), a população recebeu cestas básicas.
Policiais percorrem Ilha do Bananal em helicópteros durante buscas na Ilha do Bananal
Reprodução
As buscas são feitas com a ajuda de cinco aeronaves enviadas por outros estados, barcos, drone e cães. Moradores da região dão apoio com alimentos, pontos de internet, dormitório e estrutura das fazendas.
Durante a operação foi apreendido um verdadeiro arsenal com capacetes e coletes, armamento pesado e munições de uso restrito das Forças Armadas, por serem utilizados em guerra. Todo o material deverá ser entregue às polícias de Mato Grosso, onde o grupo começou a ação criminosa.
A Polícia Militar do Tocantins e de Mato Grosso identificaram dois dos integrantes da quadrilha. Eles são Raul Yuri de Jesus Rodrigues, de 28 anos, que morreu em confronto, e Paulo Sérgio Alberto de Lima, de 48 anos, que foi preso após fazer o funcionário de uma fazenda refém.
Os outros mortos e presos ainda não tiveram as identidades divulgadas.
Material apreendido durante força-tarefa na zona rural de Pium
Divulgação/PM
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Fonte: G1 Tocantins