Biden chama Trump de ameaça à democracia em aniversário de 1 ano ataque ao Capitólio dos EUA

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Atual presidente americano não pronunciou em nenhum momento o nome de Trump e afirmou que o então ocupante da Casa Branca ‘não fez nada durante horas enquanto o Capitólio estava cercado’. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, participa de evento no Statuary Hall, no Capitólio, no primeiro aniversário do ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Congresso americano por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, em Washington, em 6 de janeiro de 2022
Kevin Lamarque/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou nesta quinta-feira (6) seu antecessor, Donald Trump, de representar uma ameaça contínua à democracia, em discurso no aniversário do violento ataque ao Congresso dos EUA por seguidores de Trump, que tentavam reverter sua derrota eleitoral.
Biden, que em nenhum momento citou o nome de Trump e o chamou de ex-presidente, afirmou também que o então ocupante da Casa Branca “não fez nada durante horas enquanto o Capitólio estava cercado”.
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Biden alertou que o prejuízo causado por Trump antes da invasão –em um discurso enfurecido no qual afirmou falsamente que sua derrota era resultado de fraude generalizada– continua. 
“Vamos ser um país que permite que autoridades eleitorais partidárias possam reverter o desejo expressado legalmente pelo povo? Seremos um país que não vive à luz da verdade, mas nas sombras de mentiras? Não podemos nos permitir ser esse tipo de país. O caminho para frente é reconhecer a verdade e viver ao lado dela”, afirmou Biden.
De acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos, cerca de 55% dos eleitores republicanos acreditam na afirmação falsa do ex-presidente, rejeitada por dezenas de tribunais, departamentos eleitorais estaduais e membros do próprio governo Trump. 
O líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, afirmou na quarta-feira que, embora o edifício do Capitólio seja mais fortificado hoje do que um ano atrás, a democracia continua vulnerável.
“A insurreição não será uma aberração. Ela pode bem se tornar a norma, afirmou o democrata, a não ser que o Congresso aborde “as causas raízes” do 6 de janeiro de 2021 através de reformas eleitorais.
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Fonte: G1 Mundo