Mais de 20 pessoas morrem afogadas no Tocantins no primeiro semestre deste ano

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Número tende a aumentar nesse período por causa da temporada de praias. Bombeiros recomendam que pais devem redobrar a atenção com as crianças. Em 2023, Tocantins já registrou mais de 20 mortes por afogamento
De janeiro a junho deste ano, 22 pessoas morreram afogadas em rios e lagos do Tocantins. O número tende a aumentar durante a temporada de praias, por causa do intenso fluxo de banhistas. Por causa disso, o Corpo de Bombeiros alerta quanto aos riscos, ao uso de bebida alcoólica e à presença de crianças na água.
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Segundo dados dos bombeiros, 5% das vítimas eram crianças acima de 12 anos. Por isso, é importante redobrar a atenção quando elas entrarem na água.
O empresário Wesley Mesquita tem três filhos e disse que nem pisca quando está com as crianças na praia.
“A água é muito traiçoeira, às vezes você acha que está tranquilo, está raso e às vezes em um descuido pode acontecer uma tragédia. Então, tem que sempre estar de olho e eles sempre estão obedecendo e ouvindo as minhas orientações”.
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Apesar da quantidade de mortes neste ano, os dados apontam que em 2022 o número foi ainda mais alto. Entre janeiro e junho do ano passado, 38 pessoas morreram afogadas no Tocantins. Durante todo o ano, foram 68 mortes por afogamento.
Do total de vítimas, 15% eram crianças. “A gente trabalha com a prevenção. Nada de deixar a criança ficar em profundidades maiores: ‘Ah mas meu filho sabe nadar bem’. É melhor prevenir, deixar essa criança em uma profundidade menor onde eu consiga resgatá-la com maior facilidade. E sempre ter alguém cuidando dessas crianças, olhando para saber onde elas estão”, enfatizou o sargento do Corpo de Bombeiros, Wesley Sousa.
Em caso de acidente na água, a recomendação da professora de natação, Isa Gratão, é manter a calma e flutuar.
“A gente precisa saber flutuar, ter uma boa flutuação para conseguir se deslocar com segurança e com calma, ter habilidades e técnicas nem sempre é suficiente em uma situação de desespero. Eu posso saber nadar, mas se eu tiver desesperada, eu não vou conseguir agir de forma a me deslocar para um local seguro. Além de saber nadar, é preciso ter calma, ter segurança, conhecer o local que está nadando, principalmente em águas abertas”.
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Fonte: G1 Tocantins