Operação da PF cumpriu cinco prisões e 11 mandados de buscas em seis estados. Caso começou a ser investigado após beneficiários contestarem saques indevidos do benefício. Agentes da PF cumprindo mandado de busca em imóvel
PF/Divulgação
Um dos suspeitos presos pela Polícia Federal durante a operação Scelerum Fructus, nesta quinta-feira (15), era estudante dos cursos de ciências da computação e sistemas de informação na época dos crimes. A polícia descobriu que David Xavier Brito teria trabalhado com outros hackers para desenvolver programas e sistemas para fraudes eletrônicas.
O g1 entrou em contato com o advogado de David Brito Ribeiro e aguarda um posicionamento.
David estudava ciências da computação na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e sistemas da informação no Centro Universitário Luterano de Palmas.
“O investigado possui grande conhecimento na área de informática, o qual seria utilizado no desenvolvimento de diversos programas e sistemas cujo propósito era o cometimento de fraudes eletrônicas e a invasão de dispositivos eletrônicos e de informática para a obtenção de dados e informações privadas”, diz trecho da decisão que autorizou a prisão.
A investigação da Polícia Federal apontou que o grupo cometeu diversos tipos de crimes virtuais, além de fraudar pagamentos do auxílio emergencial causando prejuízos que podem chegar a R$ 1 milhão. Nesta quinta-feira foram cumpridas cinco prisões e 11 mandados de buscas em seis estados.
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David começou a ser identificado após beneficiários do auxílio emergencial contestarem o saque indevido do benefício. As investigações apontaram que pelo menos nove benefícios foram direcionados para ele por meio do pagamento de boletos bancários em apenas um mês.
Aparelhos apreendidos pela polícia durante buscas
PF/Divulgação
Durante a investigação a polícia descobriu que David também fazia parte de um grupo com os demais investigados, onde as fraudes eram tratadas abertamente. Eles atuavam desde 2018 praticando furtos em contas bancárias, compras na internet com cartões de terceiros, vendas de produtos inexistentes em sites clonados, bem como apropriação de valores do FGTS.
Com o dinheiro dos crimes o grupo comprava imóveis de alto padrão, caminhões, mais de R$ 800 mil em criptomoedas, além bancarem viagens para Dubai e Cancun.
A operação
Nesta quinta-feira (15) foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e oito ordens de sequestro de bens expedidos.
As ordens foram emitidas pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Palmas e são cumpridas em seis estados, nas seguintes cidades: Palmas (TO), Atibaia (SP), Tatuí (SP), Mogi das Cruzes (SP), Vitória da Conquista (BA), Areai Branca (RN), Goiânia (GO) e Pelotas (RS).
Os envolvidos podem responder por organização criminosa, furto mediante fraude, estelionato e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a mais de 20 anos de prisão. Conforme a PF, o nome da operação significa “frutos do crime” em latim.
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Fonte: G1 Tocantins
