Com reajustes, palmense precisa desembolsar ao menos R$ 400 para encher o tanque com gasolina

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Média é para carros com reservatório de pelo menos 55 litros. Consumidores abastecem menos e buscam outras alternativas para economizar. Consumidor gasta mais de R$ 400 para encher o tanque de 55 litros de gasolina em Palmas
Com os constantes reajustes no preço da gasolina, para encher o tanque de um carro popular que comporta aproximadamente 55 litros, o consumidor não consegue desembolsar menos de R$ 400 em Palmas. O caseiro Waldemar Pereira não se lembra nem quando foi a última vez que conseguiu completar o reservatório do seu carro. “Acho que tem uns seis meses”, conta.
O vendedor Gleidson Pereira tem como alternativa usar menos o veículo para economizar o combustível. “A gasolina vai aumentando e a gente vai continuando nisso, vai tentando andar menos”, explica.
Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), encher o tanque no país neste mês de junho está, em média, R$ 30 mais caro do que no início desse ano. Em Palmas, na primeira semana de janeiro de 2022, a média do valor do produto era de R$ 6,77. Nesse preço, encher o tanque custava R$ 372,35.
Consumidor gasta mais para encher o tanque
Reprodução/ TV Anhanguera
No levantamento da ANP de 5 a 11 de junho, o preço médio salta para R$ 7,36 e completar o tanque custa ao bolso do palmense R$ 404,80, uma diferença de R$ 32,45.
Já no levantamento do Procon Tocantins, o preço da gasolina comum em Palmas varia entre R$ 7,29 e R$ 7,59 na capital, desde o último dia de 6 junho. Com base nesses valores, encher um tanque de um veículo com 55 litros de capacidade no reservatório, portanto, pode variar entre R$ 400,95 e R$ 417,45.
Por investir no Jalapão e precisar se descolar constantemente para a região, o dono de agência de viagens Beto Monteiro sentiu o peso desse aumento. “Nosso gasto com combustível aumentou mais de 50%, porque a média de alta no Jalapão é mais cara que em Palmas. Isso porque o acesso é mais difícil. Então é unanimidade que todos os agentes de turismo que atuam no Jalapão tiveram baixa na margem de lucro”, reclama o empresário.
Possíveis saídas
O economista Waldecy Rodrigues destaca que somente com estratégias e políticas específicas podem mudar essa situação no setor, como investir em refinamento próprio e em biocombustíveis.
“O Brasil tem um potencial imenso em biocombustíveis e também nessa nova de carros híbridos. É importante que se reveja, de alguma sorte, a própria política de preços que a Petrobras tem, e também a política tributária para que haja um lucro normal de quem importa, produz e distribui, e que esses preços sejam mais suportáveis pelos comsumidores”.
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Fonte: G1 Tocantins