Cinco pessoas morreram nessa insurreição no dia 6 de janeiro de 2021. Na ocasião, apoiadores de Donald Trump tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de 2020. Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado
Manuel Balce Ceneta/AP
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (9) que a invasão do Capitólio foi o “maior movimento da história de nosso país”.
Ele deu essa declaração horas antes de uma audiência no Congresso que tem como propósito provar que ele é culpado pelo ataque.
Cinco pessoas morreram nessa insurreição no dia 6 de janeiro de 2021.
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“O 6 de janeiro (de 2021) não foi simplesmente um protesto, representou o maior movimento da história de nosso país para fazer com que Estados Unidos voltassem a ser grande”, afirmou Trump em sua própria rede social, Truth Social.
Naquele dia, centenas de apoiadores de Trump tentaram impedir a certificação de Joe Biden como o presidente eleito do país. Para os investigadores, foi a culminação de uma conspiração criminosa orquestrada durante meses e encabeçada pelo líder republicano para tomar o poder após sua derrota para Biden nas eleições presidenciais de 2020.
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“Foram eleições manipuladas e roubadas, e um país que estava a ponto de ir para o inferno”, disse Trump.
Uma das missões centrais do painel legislativo que investiga Trump e seu círculo íntimo era determinar como as tentativas do ex-presidente de reverter sua derrota em 2020 por meio de uma campanha de alegações falsas e denúncias de fraude eleitoral desacreditadas influenciaram a violência que ocorreu em 6 de janeiro.
O comitê bipartidário da Câmara passou um ano investigando as tentativas de Trump de pressionar autoridades estaduais e federais sobre este caso.
Em declarações feitas em três postagens, Trump descreveu os sete democratas e dois republicanos do comitê como “bandidos políticos” e repetiu que as acusações sobre sua suposta má conduta eram “farsas”.
O ex-presidente também reiterou sua afirmação comprovadamente falsa, repetida por diversos republicanos, de que teria pedido o envio de 20.000 soldados da Guarda Nacional para proteger o Capitólio e que a ordem foi rejeitada pela presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, que não tem autoridade para tanto. Além disso, não há registros de tal solicitação.
Pré-candidato preso
O FBI prendeu nesta quinta-feira o principal pré-candidato republicano a governador do Michigan, acusado de ter participado, em janeiro de 2021, da invasão ao Capitólio.
Segundo o Departamento de Justiça, Ryan Kelley, 40, participou do ataque.
Membro da Comissão de Planejamento da cidade de Allendale, Michigan, e fundador do Conselho Patriota dos EUA, um grupo de extrema direita, Kelley foi acusado de entrar ilegalmente no Capitólio e participar de atos de violência contra a propriedade.
Uma declaração apresentada à corte federal de Washington detalha a participação de Kelley nos distúrbios de 6 de janeiro, por meio de informações publicadas nas redes sociais, bem como de registros telefônicos. Em alguns momentos, ele chegava a pedir à multidão que entrasse no Capitólio.
Kelley foi preso em sua residência, em Allendale, na madrugada desta quinta-feira, segundo o FBI. Os motivos que levaram à sua prisão quase um ano e meio após os fatos não estão claros.
Agente imobiliário e ligado a uma milícia local que protestou contra a remoção de estátuas de generais confederados e as restrições anti-Covid, Kelley entrou na corrida para se tornar governador do Michigan. Em pesquisa divulgada no fim de maio, após a invalidação de outras candidaturas, Kelley liderava as intenções de voto para as primárias republicanas de 2 de agosto.
Na página de Kelley no Facebook, havia uma declaração de duas palavras: “preso político”. Ele está entre as mais de 840 pessoas presas por participação no ataque à sede do Congresso americano.
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Fonte: G1 Mundo
