Segundo irmã de André Luis Hack Bahi, homem disse que brasileiro teria corrido em direção ao fogo cruzado durante missão em área bombardeada. Parentes pedem informações ao Ministério das Relações Exteriores. Brasileiro André Luis Hack Bahi na Ucrânia
Arquivo pessoal
Familiares do brasileiro que foi para a guerra na Ucrânia seguem sem informações precisas sobre o paradeiro de André Luis Hack Bahi. Na terça-feira (7), em Porto Alegre, parentes do homem trocaram mensagens com André Kirvaitis, um amigo que também está no país europeu e que havia informado sobre a suposta morte do socorrista no domingo (5).
Segundo a supervisora de telemarketing Letícia Hack Bahi, irmã do brasileiro, o amigo contou que, no sábado (4), Hack teria socorrido duas pessoas e, depois, se dirigido em direção ao fogo cruzado durante uma missão em uma área bombardeada. Contudo, após o ocorrido, os demais combatentes não teriam mais presenciado o socorrista.
“Meu irmão foi tentar salvar os dois colegas”, comenta a irmã, após o relato do amigo.
Letícia diz que buscou informações junto ao Ministério das Relações Exteriores, manifestando preocupação com a situação.
“A Embaixada do Brasil [na Ucrânia] disse que já estava a par da situação, mas que, como a cidade [onde André estaria] está bloqueada, ninguém tem acesso. Provavelmente, meu irmão deve estar lá. Pode estar refugiado”, afirma.
Obcecado por guerra: conheça o brasileiro desaparecido
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores aponta que “não possui, no presente momento, confirmação sobre eventual falecimento de cidadão brasileiro em território ucraniano em decorrência do conflito naquele país”. O Itamaraty diz ainda que a Embaixada do Brasil em Kiev “segue buscando mais informações sobre o caso e permanecerá à disposição para prestar a assistência cabível”. Leia a nota completa no fim da reportagem
Ao g1, a Embaixada da Ucrânia em Brasília afirmou que o Itamaraty é responsável pelas informações sobre o caso.
O socorrista faria parte da Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. De acordo com a irmã, ele morava no Ceará e se separou de sua esposa antes de ir para a Europa.
Brasileiro faria parte da Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia
Arquivo pessoal
Último contato
De acordo com Letícia, a última vez que André conversou com a família foi em 8 de maio, no Dia das Mães. O brasileiro fez uma chamada de vídeo e dialogou com os pais, que vivem no RS.
“Ele felicitou no Dia das Mães, estava bem feliz vendo os pais, mesmo por ligação de vídeo”, recorda.
Após esse contato, Letícia afirma que enviou mensagens para André pelo Instagram. Todavia, o brasileiro não visualizou mais os contatos.
Segundo a família, Hack é pai de sete filhos, serviu no Exército Brasileiro e trabalhou como socorrista em Porto Alegre. Ele teria participado de uma missão militar na Costa do Marfim, onde ficou ferido e foi tratado por forças francesas.
Brasileiro André Hack na Ucrânia
Reprodução/Facebook
Nota do Itamaraty
“O Ministério das Relações Exteriores não possui, no presente momento, confirmação sobre eventual falecimento de cidadão brasileiro em território ucraniano em decorrência do conflito naquele país. A Embaixada do Brasil em Kiev segue buscando mais informações sobre o caso e permanecerá à disposição para prestar a assistência cabível, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local.
Assim como tem feito desde o começo do conflito, o Itamaraty continua a desaconselhar enfaticamente deslocamentos de brasileiros à Ucrânia, enquanto não houver condições de segurança suficientes no país.
Ressalte-se que, em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, mais informações poderão ser repassadas somente mediante autorização dos envolvidos ou de seus familiares diretos. Assim, o MRE não poderá fornecer dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros.”
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Fonte: G1 Mundo
