Piloto e copiloto flagrados com a droga tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça e seguem na cadeia. Segundo a polícia, material estava avaliado em mais de R$ 80 milhões. Droga apreendida em avião é destruída em cerâmica de Porto Nacional
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil incinerou na manhã deste sábado (4) os 221 quilos de pasta base de cocaína apreendidos em uma aeronave no aeroporto de Porto Nacional, na região central do estado. O piloto e o copiloto flagrados com a droga tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça e continuam na Casa de Prisão Provisória.
Os tabletes de pasta base, avaliados em cerca de R$ 80 milhões, foram destruídos em uma cerâmica de Porto Nacional. A ação foi realizada pela Divisão Especializada na Repressão a Narcóticos (1ª Denarc) de Palmas e da 7ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Porto Nacional).
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PM/Divulgação
O procedimento foi autorizado pela Justiça e acompanhado por uma promotora. De acordo com o delegado Tulio Mota, essa é uma das maiores apreensões realizadas na região devido ao grau de pureza da droga. A suspeita é de que o grupo integre uma quadrilha de tráfico internacional.
“Vejo a motivação dos policiais em participar de um momento desses, que significa um golpe tão pesado para o tráfico que ao que tudo indica é internacional e também a retirada de circulação dessa substância que mata e destrói famílias”, comentou.
Presos em flagrante
A apreensão da droga ocorreu depois que a Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens em Jaboticabal (SP) e avisou a Polícia Civil do Tocantins sobre uma aeronave que possivelmente pousaria em Porto Nacional com as drogas.
Depois disso as equipes da 7ª Delegacia de Investigações Criminais, com apoio da Polícia Militar, passaram a monitorar todas as pistas de pouso da cidade, inclusive o aeroporto.
O avião foi flagrado na tarde de quinta-feira (2). As drogas estavam dentro de malas. Um dos suspeitos contou à polícia que os dois decolaram de Jaboticabal (SP) e pousaram em Porto Nacional para reabastecimento. O destino final seria o estado do Maranhão.
Os tabletes de pasta base de cocaína apreendidos tinham uma impressão com o rosto de um dos mais famosos gângsteres da história, o Al Capone. Ele dominou o crime organizado em Chicago, nos Estados Unidos, durante o período da lei seca, na década de 1927. Aos 28 anos, sua fortuna era estimada em 100 milhões de dólares, fruto do jogo ilegal, tráfico de álcool e prostituição.
Pacotes de cocaína com o rosto de Al Capone estampado são apreendidos vindo de Jaboticabal (SP)
Divulgação
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Fonte: G1 Tocantins
