Desertor da Coreia do Norte que voltou para casa teve dificuldades e vivia vida miserável no Sul

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O desertor está na casa dos 30 anos de idade e vivia na pobreza enquanto trabalhava como faxineiro, afirmou uma autoridade militar. Uma visão geral dos postos de guarda norte-coreanos em foto tirada do topo do Observatório de Aegibong, em Gimpo
Kim Hong-Ji/Reuters/Arquivo
O desertor da Coreia do Norte, que fez uma travessia arriscada da fronteira de volta para casa passou dificuldades na Coreia do Sul, informam autoridades em reportagens da imprensa local nesta terça-feira (4), alimentando um novo debate sobre como os desertores são tratados em suas novas vidas. 
O Exército sul-coreano identificou o homem que atravessou a fortificada Zona Desmilitarizada que separa as duas Coreias no sábado, como um norte-coreano que havia fugido para o Sul em uma região semelhante há pouco mais de um ano. 
A situação do homem joga uma nova luz sobre as vidas dos desertores, e levanta questões sobre se eles teriam recebido o apoio adequado após fazerem a perigosa jornada para fugir do empobrecido e rigidamente controlado Norte para o rico e democrático Sul. 
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O desertor está na casa dos 30 anos de idade e vivendo na pobreza enquanto trabalhava como faxineiro, afirmou uma autoridade militar. 
“Eu diria que ele era classificado como classe baixa, mal conseguindo viver”, disse a autoridade, que se recusou a elaborar mais citando preocupações com a privacidade. 
Autoridades, que dizem que há poucos riscos de que o homem seja um espião norte-coreano, abriram um inquérito para entender como o homem contornou guardas apesar de ter sido visto pelas câmeras de segurança algumas horas antes de atravessar a fronteira. 
Autoridades norte-coreanas não comentaram o incidente e a imprensa estatal não o reportou. 
Desde 2012, houve a confirmação de que apenas 30 desertores retornaram ao Norte, de acordo com o Ministério da Unificação. Mas desertores e ativistas dizem que pode haver muito mais casos desconhecidos entre aqueles que lutaram para se adaptar à vida no sul.

Fonte: G1 Mundo