Quem é Marjorie Taylor Greene, a deputada americana expulsa do Twitter por espalhar desinformações sobre as vacinas

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Novata no Capitólio, congressista republicana se especializou no desserviço e na retórica incendiária e racista. Marjorie Taylor Greene foi eleita pelo estado da Geórgia
Elijah Nouvelage/Reuters
Eleita em 2020 pela Geórgia, a congressista republicana Marjorie Taylor Greene se especializou em disseminar a desinformação e o discurso do ódio, prestando um desserviço sobretudo pelas redes sociais. O Twitter deu o troco e encerrou sua conta pessoal, com 460 mil seguidores, depois que ela postou, no último sábado, sobre o alto índice de mortes por vacinas de Covid nos EUA.
Taylor Greene chegou ao Capitólio para polemizar. Vinculada ao QAnon, grupo de extrema direita que difunde teorias conspiratórias sobre um movimento de democratas para derrubar Trump, ela apoiou a execução de políticos democratas e pregou a tese infundada da eleição fraudada. Defensora da livre circulação de armas, ela zombou de um dos sobreviventes de um tiroteio numa escola da Flórida.
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Em relação à pandemia do novo coronavírus, a congressista situa-se à direita do mais singelo negacionista. Espalhou teorias infundadas sobre vacina e comparou o uso de máscaras à prática nazista de exigir que os judeus usassem na roupa o distintivo amarelo com a estrela de David.
Sua recusa de usar máscaras no plenário resultou em repetidas multas. Em maio, Taylor Greene, de 47 anos, foi removida do Comitê de Educação e Trabalho da Câmara por encorajar a violência contra autoridades democratas. Embora novata, habituou-se a criar embaraços a seu próprio partido. Não por acaso, 11 republicanos se juntaram aos democratas para tirá-la de suas atribuições em comissões na Câmara.
Antes de ser proibida permanentemente de postar no Twitter, ela foi suspensa quatro vezes. Duas ou três advertências por violações bloqueiam a conta por 12 horas, a quarta faz com que o usuário seja suspenso por uma semana. Na quinta, a conta é removida definitivamente da plataforma.
A congressista teve apenas a conta pessoal encerrada – a do Congresso ainda está ativa, assim como as do Facebook e do Instagram. O Twitter justificou a punição às “repetidas violações da política de desinformação sobre a Covid-19”.
Taylor Greene não se fez de rogada e se manteve desafiadora, publicando novas postagens em outras plataformas, como o Gettr, um site conservador dirigido por Jason Miller, ex-conselheiro de Trump.
Pelo Telegram, classificou o Twitter como inimigo dos EUA, por não conseguir lidar com a verdade: “Tudo bem, vou mostrar à América que não precisamos dele e que é hora de derrotarmos nossos inimigos”, prosseguiu. Marjorie Taylor Greene se escora em mais uma propaganda enganosa, a de vítima de ataques à liberdade de expressão.
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Fonte: G1 Mundo