Jovem resgatada de cárcere privado em Palmas disse que tentava ir embora há meses

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Polícia Militar resgata jovem que era mantida em cárcere privado em Palmas
A jovem de 18 anos resgatada pela Polícia Militar em Palmas contou à polícia que tentava ir embora há meses. Natural de Londrina (PR), ela se mudou para o Tocantins no início do ano, após conhecer um homem de 19 anos por meio de um jogo online.
Durante o atendimento, um policial perguntou à jovem se ela estava sofrendo violência e se queria ir embora. Ela respondeu que queria. Em seguida, ao ser questionada novamente se tentava deixar o local, afirmou: “Tô tentando ir embora já faz uns meses.”
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De acordo com os relatos, a jovem vivia sob constante vigilância em uma kitnet na região central da cidade. Ela contou que teve o celular quebrado e conseguiu pedir ajuda à família usando o aparelho do companheiro.
O suspeito não teve o nome divulgado pela polícia. A defesa dele, em contato com a TV Anhanguera, negou as acusações e classificou o episódio como um “desentendimento do casal”.
A irmã da jovem relatou à TV Anhanguera que a vítima sofria agressões e ameaças de morte. Segundo o relato, o suspeito dizia que, se ela tentasse ir embora, “poderia ir, mas iria morta”. Além da violência física, a jovem, que é diabética, relatou que teve a insulina escondida pelo agressor.
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Reprodução/TV Anhanguera
Resgate e o acolhimento
Depois de relatar a situação aos familiares, usando o celular do companheiro, a jovem apagou as mensagens para que o homem não descobrisse.
A situação foi interrompida após a família entrar em contato com a polícia e solicitar uma averiguação, devido ao estado de saúde da jovem e à suspeita de violência doméstica.
Após o resgate, a vítima foi encaminhada para a Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu acolhimento e proteção. A Delegacia da Mulher está coordenando os trâmites, com apoio financeiro da família, para que ela possa retornar ao Paraná.
O homem foi preso em flagrante, levado para a Unidade Penal e autuado por cárcere privado. O advogado dele alegou que a jovem tinha liberdade de locomoção e acesso a meios de comunicação. A defesa afirma ainda que o homem chegou a oferecer uma passagem de volta para a cidade de origem dela.
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Fonte: G1 Tocantins