Perspectiva 2026 – Álbuns de Anitta, Black Pantera, Caetano Veloso e Zélia Duncan estão na pauta do ano novo

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Anitta, Black Pantera, Caetano Veloso e Zélia Duncan arquitetam álbuns com repertório inédito para 2026
Reprodução X Anitta / Marcos Hermes / Fernando Young / Reprodução Facebook Zélia Duncan / Montagem g1
♫ PERSPECTIVA 2026
♬ Qualquer exercício de futurologia em relação aos caminhos da música brasileira em 2026 corre sério risco de se tornar risível ao fim do ano que hoje se inicia. Críticos e colunistas musicais quase nunca acertam quando apontam tendências e tentam adivinhar quem serão os artistas projetados ao longo do ano novo.
Por isso, o Blog do Mauro Ferreira prefere se ater aos fatos neste texto que esboça uma perspectiva para a música brasileira em 2026. E o fato é que o ano novo começa com promessas de álbuns com repertórios inéditos de Anitta, Black Pantera, Caetano Veloso e Zélia Duncan.
Após controverso EP carnavalesco moldado para o verão de 2026, Anitta prepara álbum em que o reggaeton será ritmo recorrente, mas não dominará inteiramente o repertório, como era desejo dos diretores da gravadora da artista. Anitta quer se permitir fazer sons diferentes, experimentais. Talvez porque, no íntimo, já tenha entendido que alcançou o máximo que podia ter obtido no mercado internacional – e cabe ressaltar que a girl from Rio conquistou muito além das fronteiras do Brasil.
No reino da MPB, a boa nova é a perspectiva de um álbum de inéditas de Caetano Veloso. Seria o primeiro disco do cantor no gênero desde o vigoroso “Meu coco”, de 2021. Empresária e esposa do artista, Paula Lavigne já declarou que Caetano está compondo e que pretende entrar em estúdio.
Já Ivan Lins apronta álbum em que regrava os sambas do cancioneiro autoral (com direito a um samba inédito, “Maravilhado”) ao lado de bambas como Diogo Nogueira, Péricles, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho. O compositor traz o samba dele para a roda dos pagodes. Um álbum com músicas inéditas, gestado desde o ano passado, também está nos planos de Ivan.
Zélia Duncan também entrou em estúdio em 2025. A cantora e compositora dá forma a álbum autoral. Será o primeiro em cinco anos, já que o último, “Pelespírito”, foi lançado em 2021.
Na seara do rock pesado, o trio ativista Black Pantera finaliza o quinto álbum de estúdio no rastro dos sucessos dos álbuns “Ascensão” (2022) e “Perpétuo” (2024), mas, antes, o grupo deverá lançar o registro audiovisual do show gravado ao vivo em novembro no Circo Voador, palco efervescente do Rio de Janeiro (RJ).
No terreirão do samba, Teresa Cristina obteve patrocínio para enfim gravar o álbum autoral com músicas inéditas que acalenta há mais de dez anos.
Também estão previstos os lançamentos de álbuns de Alaíde Costa (o terceiro da trilogia idealizada por Emicida e Marcus Preto) e dos atores Fitti (um tributo a Ney Matogrosso) e Gabriel Leone, que se lança oficialmente como cantor em álbum já pronto e programado para ser editado depois do Carnaval.
Djavan volta à cena em 2026 com turnê em que festeja 50 anos de sucesso em show com roteiro calcado em hits
Mar + Vin / Divulgação
No disputado território dos shows, 2026 deverá manter muitos artistas nas rotas das turnês moldadas para arenas e estádios, tal como aconteceu nos últimos dois anos. No panteão da MPB, Djavan sairá em turnê pelo Brasil para celebrar 50 anos de sucesso, tomando como ponto de partida o lançamento do primeiro álbum em 1976.
Alceu Valença festeja oito décadas de vida com a turnê “80 girassóis”. Vozes do pagode, Ferrugem e Péricles se unem em turnê inédita. Diogo Nogueira estreará em março a turnê “Infinito samba” com banda, orquestra e bailarinos. Já Liniker vai extrair todo o suco possível do disco e show “Caju” na parte final da turnê, com apresentações remodeladas para arenas e estádios, enquanto o Barão Vermelho tentará fisgar o público com show em que Roberto Frejat reassume os vocais.
Efemérides associadas a álbuns emblemáticos também movimentarão o ano. A banda Titãs (atualmente reduzida a um trio) se escora em show calcado nos 40 anos do álbum “Cabeça dinossauro” (1986). Chico César celebrará no palco os 30 anos do disco “Cuscuz clã” (1996¨).
Já os 50 anos de “África Brasil” (1976), um dos álbuns mais influentes de Jorge Ben Jor, certamente serão festejados com devoção. O primeiro tributo acontece no Carnaval carioca com o desfile do bloco Estratégia, em 7 de fevereiro, tendo como tema o cinquentenário do disco.
Ainda na seara dos tributos, os 80 anos de ícones da MPB como Maria Bethânia, João Bosco, Aldir Blanc (1946 – 2020), Beth Carvalho (1946 – 2019) e Emilio Santiago (1946 –2013) certamente motivarão homenagens, alguma forçosamente póstumas.
Enfim, com um pé no passado e o outro no futuro, 2026 entra em cena com promessa de muita música brasileira na pauta do ano novo.

Fonte: G1 Entretenimento